A busca de um tratamento para as falhas da memória na transição da tem sido alvo de muita pesquisa. Isso se daria não, apenas, em função do aumento da expectativa de vida das mulheres, mas, também, da exigência das próprias mulheres.
Para a mulher+50 a perda de memória representa uma “grande perda”
No passado, provavelmente, as alterações de memória na menopausa não chamassem tanto a atenção como agora… As mulheres se dedicavam mais à família e à casa, enquanto, hoje, fazem parte do mercado de trabalho (até bem depois da parada da menstruações).
Mulheres continuam ativas profissionalmente até muito além dos 60 anos.

Assim, empresárias, executivas, profissionais liberais, professoras, secretárias e autônomas precisam de grande capacidade de concentração e memória para o exercício de suas funções.
Por outro lado, em outras épocas, talvez, as mulheres nem se questionassem a respeito, aceitando estas perdas resignadas.
Pesquisando tratamento para
a memória na menopausa
Mulheres pós-menopáusicas apresentaram uma melhora da memória após tratamento com o hormônio masculino testosterona.
As pacientes estudadas usaram um spray de testosterona, tópico, diariamente, durante um período de seis meses.
Uso da Testosterona poderia melhorar a memória das mulheres na pós-menopausa.
O estudo coordenado pela médica Sonia Davison, pesquisadora de pós-doutorado da Monash University, em Melbourne, vai ao encontro de uma grande preocupação feminina que são as alterações de memória.

As mulheres apresentam maior risco de desenvolver demência do que os homens.
Já é de conhecimento da Medicina que as mulheres têm um risco maior de desenvolver demência em comparação aos homens, mas, pouco se sabe, ainda, sobre seus mecanismos e tratamento.
Os resultados apresentados pela pesquisa ofereceriam uma terapia potencial onde, atualmente, não existe opção.
Como retardar declínio cognitivo nas mulheres ?

Os pesquisadores juntaram mulheres saudáveis, com idades entre 47 e 60 anos, na menopausa, para avaliar sua memória. Todas as mulheres do estudo já faziam uso de reposição hormonal para a menopausa por via não oral.
Formaram um grupo com 30 mulheres, que não recebeu testosterona, para comparar com um grupo de 9 mulheres, que recebeu uma dose de testosterona, em spray, sobre a pele.
Testes de Cognição Sofisticados

Todas as mulheres passaram por testes de função cognitiva, altamente sensíveis, que podiam detectar até mesmo pequenas mudanças no desempenho cognitivo.
No início do estudo, os dois grupos não diferiram, significativamente, nos resultados dos testes cognitivos.
Testosterona foi utilizada por 26 semanas
Com o tratamento, os exames de sangue voltaram ao patamar dos níveis de testosterona de mulheres jovens em idade fértil.
O grupo formado pelas mulheres que não usou testosterona não mostrou diferenças nos resultados dos testes cognitivos iniciais e finais.
Entretanto, o grupo tratado com testosterona apresentou melhoras na memorização e na aprendizagem verbal.
Os pesquisadores se mostraram muito entusiasmados com os resultados do uso da testosterona nas mulheres na menopausa, já que a testosterona poderia vir a desempenhar um papel protetor contra a demência.
Após tratamento para memória na menopausa com dose diária de testosterona mostrou aumento da memória e aprendizagem verbal.
Dra. Davidson explicou que os resultados de sua pesquisa precisam de confirmação em um estudo clínico randomizado e controlado.
Conclusão
O hormônio testosterona poderia ser uma opção de tratamento para a memória e concentração na menopausa. Desse modo, deveria fazer parte da reposição hormonal da menopausa.